A Caminhada até Jesus
Ele foi desprezado pelo seu povo, toda a manifestação da graça e amor santificador não foi o bastante, o colocaram numa cruz para padecer pelos nossos pecados, o flagelaram por motivos torpes. Descendente da Tribo de Judá, Ele que era humilde e agia para ensinar sobre o amor e perdão, mesmo assim, não quiseram escutar a verdade.
Ora, de que vale toda a Bíblia e sua narrativa do Antigo Testamento, se porventura, o seu próprio povo não aceitou a inexorável verdade das “boas novas”? Sim, por outro prisma, pode-se creditar a nuance contextual de que a “palavra de salvação” veio para todos, independente de qual povo, pois a razão pela qual suscitou o ardor está relacionado a ensinar o caminho da luz.
O Antigo Testamento Bíblico narra a história do povo hebreu, suas dificuldades, êxitos, enfim, sua contribuição para o surgimento do ideário da noção de um Deus único. Toda a narrativa bíblica do Antigo Testamento tinha uma finalidade, esta era embasada no surgimento de um Salvador, o Messias, aquele que viria para honra e glória de Deus Pai.
Andaram pelo deserto atrás da Terra prometida, mas, acima de tudo, fizeram aliança com o único Deus Supremo, todavia, quando do cumprimento de todas as profecias, não tiveram sensibilidade e humildade para reconhecer o Messias. De que vale alcançar todas as benesses materiais, se, na verdade, não se chega na estrutura da construção, a pedra angular, o alicerce da construção? Esta interrogação deve ser respondida à luz da sinceridade e amor inefável.
Estiveram presos e escravizados no Egito, sob às rédeas do poder de Faraó, submetidos e ultrajados, sofrendo as dores, a humilhação e servidão. O povo hebreu sofreu amargamente, foram combalidos de si mesmos, no entanto, o Deus de Abraão, Isaac e Jacó esteve sempre presente para auxiliar na labuta, jamais esqueceu das suas aflições; porque todo o sofrimento serviu para o amadurecimento e crescimento espiritual, não que atingisse a formosura da espiritualidade na firmeza da essência pretendida pelo Deus vivo.
Quando estavam no ardor dos flagelos, esqueceram por um tempo de Deus, das suas promessas, do amor incomensurável, parecia que estavam inertes em si, abstraídos do que outrora os movia e dava sentido, pois estavam agindo conforme os ditames dos momentos, os valores embutidos no cotidiano, sem levar em consideração o amor de Deus.
Quão formidável é andar conforme os desígnios do Altíssimo, permanecer fiel na trajetória, ser irrepreensível diante dos obstáculos, algo tão distante dos olhos e associado à verticalidade voltada a Deus. Ademais, bom é estar na guinada da luz, ancorar todos os projetos numa autenticidade maior, vislumbrar a perfeição e escutar a voz do Senhor Deus; neste sentido, os hebreus sofreram, mas, voltaram-se novamente a clamar a Deus.
Olhar para frente, atingir a maturidade, ser capaz de enxergar a vontade de Deus, é com certeza a maneira mais eficaz para ser feliz e alcançar os objetivos. Na época do exílio do Egito, Deus guiava o seu povo, e chamou Moisés para anunciar que estariam livres, que todo o peso seria o alívio das dores na emancipação, estariam aptos a andar pelo deserto a achar o caminho da Terra prometida, e por que não dizer da salvação?!
Veja-se, contextualmente:
Pela fé peregrinou na terra prometida como se estivesse em terra estranha; viveu em tendas, bem como Isaque e Jacó, co-herdeiros da mesma promessa.
Hebreus 11:9
Evidentemente, guardaram no âmago do coração a inequívoca promessa de Deus, o qual é onisciente e perfeito. De modo análogo, a servidão foi um processo pelo qual obtiveram respostas de Deus, foram testados e conduzidos para o caminho de luz, diga-se, o “paraíso”, a centelha de salvação, a sabedoria de Deus estava presente.
Ora, os hebreus sofreram açoites, como se fossem animais irracionais, por isso clamavam dia e noite pela misericórdia de Deus. A seguir o que Deus disse ao seu povo:
"Farei de você um grande povo,
e o abençoarei.
Tornarei famoso o seu nome,
e você será uma bênção.
Gênesis 12:2
Vê-se a aliança de Deus, a promessa para com o povo hebreu, então, nunca o deixaria sozinho, ao contrário, tudo seria ensinamento, tanto na alegria como nas tristezas. Deus é boníssimo, não abandonou seu povo, porque a sua misericórdia é infinita.
Por outro prisma, é algo inconcebível de certa forma, sustentar a faceta de que não haveria um tempo de paz, a consumação. Como, então, caminhar tantos anos pelo deserto, e desconsiderar a salvação por meio do Messias, o Cristo? Certamente, o orgulho com conotação de presunção de superioridade, isto sim, tomou conta dos pensamentos do povo peregrinante, o qual jactava-se de ser o escolhido sumamente por Deus, não havendo outro igual em “pureza” diante do Altíssimo.
Pois bem, arrogância do povo escolhido o fez pensar em ser mais importante que outros povos, mas, é primordial salientar que realmente aceitaram Deus e fizeram a sua vontade, porém, não creram na revelação consubstanciada em carne, o próprio Salvador Jesus Cristo.
O texto a seguir ressalta o desprezo pelo Messias: Com isso os judeus começaram a criticar Jesus, porque dissera: "Eu sou o pão que desceu do céu".
João 6:41
As Escrituras ressaltam de modo evidente que viria o Messias, no entanto, os judeus, ou o sistema religioso vigente atribuiu que Ele seria um poderoso líder, alguém que libertaria o povo do julgo dos dominadores (na época de Jesus, os Romanos), seria comparado ao Rei Salomão ou Rei Davi.
O povo escolhido fechou os olhos, deixou-se escravizar pelo exacerbado orgulho, não creu no Senhor Jesus, o qual veio trazer amor infinito, perdão, toda a sorte de benefícios para a salvação. Os judeus sofreram bastante, isto deve ser ressaltado, enfim, ao passo que haviam perdido a liberdade outrora; no entanto, agiram também com aspereza em relação àquele que trouxe paz, colocaram venda na visão, Jesus não significou nada para eles.
Os Salmos são narrativas lindas, relatam a saga do povo escolhido, a bênção de Deus sobre eles, a dádiva da proteção do Altíssimo, a defesa contra os inimigos, como enfatizado:
Senhor, muitos são os meus adversários!
Muitos se rebelam contra mim! (Salmo 3. 1)
A misericórdia e atenção de Deus permanecia intacta, guiava o povo na direção da Terra Prometida, doravante, também manifestava quão correto era andar nos caminhos do Senhor Deus de Israel. O horizonte de Deus exaltava verdades inquestionáveis sintetizadas pelos Dez (10) Mandamentos e todas as leis contidas nos livros sagrados da Torá ou Pentateuco (Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio).
A crença em um Deus único fez a diferença por parte do povo hebreu, a persistência na fidelidade foi fator preponderante no favor de Deus em prol da jornada e labuta diária. Segue o texto bíblico:
"Farei de você um grande povo,
e o abençoarei.
Tornarei famoso o seu nome,
e você será uma bênção.
Gênesis 12:2
Como não olhar adiante, e assim enxergar a luz inebriante, a mesma que faz resplandecer o fulgor da salvação? Agora, mais vale agir e alcançar os propósitos de Deus por meio da misericórdia do que por outra via, pois, não caberia apenas ao povo hebreu a salvação, já que a palavra não tem valor sem condições de concentrar o amor do Pai para todos que aceitam seus caminhos.
Certamente, a graça de Deus não atingiu apenas uns em detrimento de outros, toda a trajetória acerca do amor Dele é uma saga rumo ao caminho correto, que Ele mesmo assume como indicador da sua glória, a majestade. Não se pode chegar numa conclusão definitiva sobre Deus, todavia, seu amor é incomensurável e cheio de bondade.
A suprema bondade de Deus atinge todos confins do mundo, não importa a quem seja direcionada, contanto que seja aceita e praticada pelos seus:
Sei que a bondade e a fidelidade
me acompanharão todos os dias da minha vida,
e voltarei à casa do Senhor enquanto eu viver.
Salmos 23:6
De modo míope, muitos acham conhecer a Deus plenamente, porém, isto não é o factual, ao contrário, Ele se revela a alguns, mas não significa detestar a outros; não fazer distinção de pessoas é a característica do verdadeiro Deus de Israel, por mais que digam diversamente e demasiadamente o oposto. Por que querem impor a Ele um certo ar de assassino, quando, na verdade, é o perfeito junto aos anjos?
Não é lícito andar pelos trajetos da perdição, onde há desordem e desagregação de valores do Reino, a ternura de Deus cumpre o julgamento pelo qual somos alicerçados nas videiras que levam à profundidade da sua palavra. A Bíblia não é um livro de perfeição, já que a palavra de Deus está lá, no entanto, a mesma mensagem é proferida por pessoas, logo, sendo imperfeitas, muitas vezes erraram, e ensinaram de acordo com seus preceitos errôneos.
Todas essas coisas estão destinadas a perecer pelo uso, pois se baseiam em mandamentos e ensinos humanos.
Colossenses 2:22
Estar na estrada que leva a Deus é um desafio diário, não se pode desconcentrar, tudo é feito para a glória do Pai. Sumamente, o Senhor tem poder de mudar a vida de muitas pessoas, contanto, elas devem querer assumir isto de forma cabal, ou seja, a mudança interior é algo que dignifica o ser humano rumo ao contato firme com o Deus supremo.
Ter a esperança posta em Cristo é algo além da compreensão humana, aciona o espectro do mistério que há somente em Deus. A “magia” do poder do Pai é o encanto que dá vida a todos os seres viventes, os quais necessitam do cuidado do Criador Celestial; porque a vida não é vida sem a misericórdia divina, à qual tudo alcança junto aos labirintos do amor inefável e inestimável oferecido gratuitamente dia a dia.
Os que dizem seguir a Jesus, mas o fazem apenas com palavras, estes são usurpadores, mentirosos, hipócritas e profanadores da mentira, em vez de viverem os valores do Reino de Deus, procuram dar “ar de moralismo cru”, assim acentuando comportamento contrário ao Evangelho de Cristo, o nosso Senhor da luz perpétua. Estar nas pegadas de Jesus é ter a intrepidez de desafiar os espinhos, vislumbrar as fontes de água pura, os lírios campestres, a relva plana e esverdeada, os bosques tão repletos de vida, e tudo mais quanto seja fonte de perfeição divina.
Inexoravelmente, Cristo muda as atitudes das pessoas, isto não significa dizer perfeição do ser humano, mas, sim, mudar pela aceitação de Jesus como único e suficiente Salvador, para agir na vida de cada pessoa à qual o busca de modo sincero. Ora, tão bom é andar nas pegadas de Cristo, e jamais ter o desânimo como aresta, porque é necessário estar ciente de que haverão circunstâncias boas e outras ruins… Diante de cada momento, é preciso continuar a caminhada rumo ao amor de Deus, à salvação, ao esplendor da glória!
O amor de Deus é tão majestoso que inebria o mundo todo, pela sua glória, magnitude e poder incomensurável. Há momentos muito importantes para o cristianismo, um deles é o Natal, onde celebra-se o nascimento do menino Jesus, o Senhor, o Rei da humanidade, o rochedo inabalável, o qual protege a todos para a perpetuação da salvação.



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